Dezembro 2025
Ao fechar o ano de 2025 com uma rentabilidade anualizada de 25,4%, o BOCOM BBM celebra o quarto ano seguido com o retorno sobre o PL Médio (ROAE) sustentável acima de 20%, um dos mais altos do mercado brasileiro. Este resultado e principalmente a forma como ele foi construído consolidam o sucesso de um projeto único iniciado em 2016 com capital chinês, intensa participação e gestão de executivos brasileiros e um longo histórico de trabalho conjunto.
Ao entrarmos no décimo ano de BOCOM BBM, nos orgulhamos de nossa bem-sucedida estratégia de diversificação em novas áreas de negócio, com expansões nos segmentos de mercado de capitais de dívida, produtos de tesouraria para clientes e Asset Management. Essas fontes de receita, que não estão diretamente ligadas ao spread de crédito, alcançaram 47,5% do total de receitas do Banco, o que representa um grande crescimento frente aos 22,3% obtidos em 2016, quando o projeto BOCOM BBM teve início.
Temos grande satisfação em apoiar nossos clientes que acreditam no país e geram empregos, em seguir investindo na formação de pessoas e, sobretudo, em contribuir para o aprofundamento das relações financeiras entre Brasil e China, criando oportunidades para ambos os países e promovendo harmonia e compreensão mútua.
No cenário macroeconômico global, apesar da continuidade das disputas comerciais e da guerra tarifária, o cenário corrente afastou o risco de um protecionismo mais severo que trouxesse forte redução do dinamismo da economia global. Nos Estados Unidos, a inflação continua apresentando dinâmica benigna, por mais que as tarifas já estejam se refletindo no preço de bens comercializáveis. A atividade mostra alguma moderação, mas tem como ponto de partida um mercado de trabalho robusto. Para economias emergentes, a desaceleração do crescimento global, o enfraquecimento do dólar e o redirecionamento das manufaturas chinesas para outros países contribuem de forma adicional para o processo desinflacionário. No Brasil, a política monetária já se encontra em patamar bastante restritivo, e a expectativa é de afrouxamento monetário ao longo de 2026. Os efeitos defasados da política monetária devem trazer alguma desaceleração da atividade, mas as incertezas com relação à expansão fiscal e a resiliência do mercado de trabalho, que exibe a menor taxa de desemprego da série histórica, podem atuar na direção contrária.
Ainda que a inflação corrente mostre dinâmica benigna, a resiliência da atividade e a desancoragem das expectativas podem tornar o processo desinflacionário mais lento, requerendo uma taxa de juros ainda restritiva no próximo ano. Este contexto traz desafios, mas também oportunidades. Os elevados níveis de juros nominais e reais no Brasil, quando comparados aos demais países do mundo, são atrativos para os investidores internacionais em busca de diversificação e de novas oportunidades de investimento fora dos Estados Unidos.
A implicação deste cenário para a dinâmica do mercado observada no primeiro semestre se manteve pelo restante do ano: de um lado, o crédito corporativo continua sendo o destino de alocação de grande parte dos investidores; de outro, os grandes bancos, que perseguem o forte patamar de originação de operações de mercado de capitais e bilaterais de 2024, continuaram acelerando a colocação de novas operações. Esse movimento continua comprimindo os spreads de crédito, ao mesmo tempo que a política monetária segue em um patamar restritivo, criando um ambiente extremamente assimétrico para a tomada de risco. Diante desse cenário, o banco taticamente aproveitou janelas de mercado para a colocação de algumas emissões, com foco nas debêntures incentivadas (Lei no 12.431) para o mercado institucional, amplificou operações de tesouraria para clientes, potencializadas em momentos de mais volatilidade como o atual, e manteve o desenvolvimento de novos produtos da Asset Management – com destaque para a captação de um FII cujo ativo é o desenvolvimento de um empreendimento residencial em uma região nobre de São Paulo.
Diante do ambiente competitivo descrito anteriormente, seguimos com uma postura cautelosa com relação a crescimento, mas tivemos sucesso em adaptar nossa função de produção e realizar produções direcionadas a operações de menor perda esperada, de tal forma que conseguimos fechar com um crescimento de portfólio em relação a 2024.
Em 2025, continuamos fortalecendo nosso compromisso corporativo com o bem-estar de nossos colaboradores, clientes, fornecedores e comunidades locais onde atuamos. Por meio de patrocínios e doações, apoiamos diversos projetos que oferecem suporte à formação de pessoas em situação de vulnerabilidade. Destacamos a continuidade no apoio ao projeto localizado próximo ao nosso escritório no Rio de Janeiro, o Arte Tech, da ONG Gamboa Ação, que oferece aulas extracurriculares para crianças carentes. Por meio da ONG Viver Solidário, apoiamos também algumas entidades filantrópicas do Rio de Janeiro, com a doação de alimentos e produtos de higiene no período do Natal. Além disso, prestamos apoio a universidades e cursos de formação em áreas estratégicas para o Banco, como os departamentos de economia da PUC–Rio e da FGV, dois centros de excelência na área, e também ao curso “China Hoje”, oferecido pela Universidade de Tsinghua, que apresenta, para executivos brasileiros, as tendências da economia chinesa, valendo-se de renomados especialistas, acadêmicos e formuladores de políticas. Também expandimos nossas iniciativas voltadas para a representatividade, a retenção de talentos e a progressão de carreira dos nossos colaboradores com a criação do Comitê de Diversidade. Nosso Comitê de Sustentabilidade continua promovendo importantes iniciativas internas, como a mensuração, certificação e compensação das emissões de carbono do Banco.
Além disso, participamos da comemoração dos 50 anos das relações diplomáticas entre Brasil e China apoiando alguns projetos que retratam o intercâmbio cultural entre os dois países ao longo dos anos. Restaurada e mantida pelo Banco, a Casa Pacheco Leão, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, recebeu a exposição “Rota do Chá”, que permaneceu em exibição em 2025. A continuidade da parceria com o Jardim Botânico seguirá explorando as conexões de cultura e botânica entre Brasil e China, mostrando que há inúmeras oportunidades para uma integração ainda maior entre os dois países.