No BOCOM BBM, a sustentabilidade faz parte da nossa estratégia e tem um papel fundamental nas decisões de negócio. Por isso, adotamos as melhores práticas ESG (ambientais, sociais e de governança corporativa, na sigla em inglês), estabelecendo princípios, diretrizes e procedimentos que orientam todas as nossas atividades.
Conduzimos o tema de forma estruturada, com orientação do Comitê de Sustentabilidade, responsável por propor políticas, acompanhar marcos de implementação e deliberar sobre temas relevantes antes de seu encaminhamento ao Comitê Executivo.
Nossa abordagem considera fatores socioambientais e climáticos como elementos naturais da gestão de riscos. Esse processo segue diretrizes definidas pela Alta Administração e está alinhado ao apetite por riscos do Banco.
Incorporamos também princípios globais do Grupo BoCom, que reforçam a integração de aspectos ambientais, sociais e de governança às nossas práticas.
Por meio dessas iniciativas, buscamos fortalecer a resiliência e a integridade das nossas operações, além de contribuir para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.
Gerenciamos os aspectos sociais, ambientais e climáticos relacionados à nossa operação com o mesmo rigor aplicado aos riscos financeiros.
Para garantir a eficiência nos processos, nossa estrutura de governança (composta pelo Conselho de Administração, Comitê de Riscos, Comitê de Sustentabilidade e áreas técnicas especializadas) faz o acompanhamento permanente desses temas, integrando análises e reportes no dia a dia das diferentes áreas do Banco.
No segmento de crédito, analisamos aspectos socioambientais e climáticos de nossos clientes e operações, seguindo os princípios de relevância e proporcionalidade, antes da efetiva concessão de recursos. Dessa forma, asseguramos decisões alinhadas às políticas internas e ao apetite por riscos definido pela Alta Administração.
Realizamos a gestão integrada dos riscos, usando modelos quantitativos e qualitativos revisados pelo Comitê de Riscos e aprovados pelo Conselho de Administração. Isso permite incorporar os riscos de mercado, liquidez, crédito e operacional às nossas análises, contribuindo para a solidez operacional do Banco.
Nossa estrutura de gestão define papéis e responsabilidades claras para todas as instâncias de governança. O reporte à Alta Administração é feito por meio de relatórios, indicadores e apresentações periódicas, incluindo o acompanhamento da Declaração de Apetite por Riscos (RAS).
Nossas atividades são guiadas pela:
No BOCOM BBM, os temas sociais, ambientais e climáticos são disciplinados pelo Procedimento Operacional de Governança Corporativa para Análise de RSAC e orientados pelos princípios estabelecidos na Política de Responsabilidade Social, Ambiental e Climática (PRSAC), alinhada às Resoluções CMN nº 4.945/2021 e nº 5.194/2024.
Nossas atividades são guiadas pela:
Também publicamos anualmente o Relatório GRSAC (Gerenciamento de Riscos Sociais, Ambientais e Climáticos), em conformidade com a Resolução BCB nº 139/2021 e a IN BCB nº 153/2021, detalhando governança, processos e indicadores de RSAC integrados à gestão de riscos do Banco.
Promovemos relações éticas, inclusivas e respeitosas, com foco em:
• Proteção dos direitos humanos e valorização das pessoas;
• Promoção da diversidade, da equidade de gênero e da inclusão social;
• Conduta íntegra, combate à lavagem de dinheiro e prevenção ao financiamento do terrorismo;
• Suporte a grupos vulneráveis por meio de projetos de cultura, educação, esporte e empregabilidade.
Estamos comprometidos com a preservação ambiental e com o uso responsável dos recursos naturais, por meio de:
• Prevenção e mitigação de impactos ambientais negativos;
• Uso eficiente dos recursos naturais, promovendo sustentabilidade intergeracional.
Contribuímos para a transição para uma economia de baixo carbono, assegurando:
• Redução e compensação das emissões de gases do efeito estufa (GEE);
• Mitigação dos riscos associados às mudanças climáticas.
Monitoramos o impacto ambiental das nossas operações, com atenção especial ao tema das mudanças climáticas, e adotamos uma série de iniciativas que nos ajudam a contribuir no combate ao aquecimento global e na transição para uma economia de baixo carbono.
Publicamos periodicamente o inventário de emissões de gases do efeito estufa (GEE), que permite acompanhar nossa evolução nesse tema e orientar ações de eficiência e redução de impacto.
Também avaliamos riscos climáticos físicos e de transição dentro da gestão integrada de riscos, pois sabemos que eventos extremos, mudanças regulatórias e transformações de mercado podem afetar clientes e setores relevantes.
Nossa gestão integrada de riscos incorpora as dimensões social, ambiental e climática, em conformidade com a Resolução nº 4.557/2017 do Conselho Monetário Nacional.
Adotamos processos de diligência e monitoramento que nos permitem avaliar potenciais riscos no relacionamento com nossos clientes. A análise considera três dimensões:
• Proporcionalidade: avalia o prazo e o volume da exposição;
• Relevância setorial: observa o risco inerente à atividade econômica do cliente;
• Fator comportamental: leva em conta passivos identificados em fontes públicas e privadas, além de práticas e certificações para mitigação de riscos.
Ao final, cada cliente recebe uma classificação de RSAC que orienta o nível de monitoramento aplicado ao longo do relacionamento, garantindo uma abordagem consistente e preventiva.
Temos um robusto plano de descarbonização com metas para reduzir emissões própria e financiadas, com base no inventário de 2022.
Nosso objetivo de reduzir e compensar integralmente as emissões diretas até 2024 foi cumprido. Agora, o foco está na mensuração das emissões financiadas em setores de alta intensidade de carbono até 2030 e na expansão dessa cobertura para todo o portfólio até 2032.
A meta de longo prazo é reduzir a intensidade das emissões financiadas, em linha com os compromissos globais de sustentabilidade.
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1
Neutralidade nas operações internas
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Manutenção das emissões de Escopo 1 próximas de zero e compensação quando necessário, além da neutralização contínua do Escopo 2 com energia renovável. |
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2
Ampliação da mensuração climática
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Foco no Escopo 3, investindo na melhoria de dados, metodologias e processos para contabilização das emissões financiadas. |
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3
Estabelecimento de metas de longo prazo
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A partir da análise da pegada de carbono, poderemos criar metas robustas de redução de intensidade de emissões, apoiando clientes na transição para modelos mais sustentáveis. |
Entendemos que as instituições financeiras têm um papel central no enfrentamento da crise climática, pois a maior parte de suas emissões está concentrada no Escopo 3 (emissões financiadas). A mensuração ainda enfrenta obstáculos, como a falta de padronização e a limitação de dados das empresas financiadas. Mesmo assim, seguimos comprometidos com o avanço nessa agenda. Confira no quadro abaixo.
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2024
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Conclusões e marco zero
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• Redução das emissões diretas (Escopo 1) para níveis próximos de zero, já observados em 2022, 2023 e 2024 (eventuais emissões futuras serão compensadas com créditos de carbono). • Eliminação das emissões indiretas |
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Até 2030
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Mensuração das emissões financiadas (Escopo 3) dos setores de alta intensidade
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• Iniciaremos a mensuração das emissões financiadas dos setores mais emissores da carteira, o que permitirá conhecer com mais precisão a pegada de carbono associada às operações financeiras. |
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Até 2032
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Mensuração completa das emissões financiadas da carteira
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• Após mensurar os setores de maior impacto, o Banco contabilizará o restante da carteira, alcançando uma visão total da contribuição da instituição para emissões indiretas. |
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Até 2035
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Redução da intensidade de emissões financiadas
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• Com todos os dados mapeados, o BOCOM BBM estabelecerá metas específicas para reduzir a intensidade carbônica da carteira de crédito (tCO2/R$ bilhões), estruturando objetivos mais robustos e alinhados às melhores práticas do mercado.
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Realizamos anualmente o inventário detalhado de nossas emissões de carbono, visando monitorar e gerenciar os gases do efeito estufa gerados por nossas atividades.
Desde 2022, utilizamos a metodologia proposta pelo GHG Protocol. Assim, contemplamos as emissões diretas (Escopo 1) e algumas indiretas (Escopos 2 e 3), incluindo o deslocamento de funcionários, viagens corporativas e energia consumida em regime de trabalho remoto.
Para assegurar a confiabilidade e precisão dos dados reportados, nossos inventários passam por auditoria independente. Esse processo reforça o compromisso do Banco com a transparência e a responsabilidade ambiental. Além disso, nos permite utilizar informações confiáveis para o desenvolvimento de nossas estratégias de sustentabilidade.
Em 2025, conquistamos o Selo Ouro pela publicação de nossos Inventários de Carbono referentes aos anos de 2022 e 2024 no Registro Público de Emissões, da Fundação Getúlio Vargas (FGV). No ano anterior, já havíamos recebido a mesma certificação pelo inventário de 2023, completando três anos consecutivos de reconhecimento.
Esse é um reconhecimento pela transparência e alta qualidade dos inventários elaborados conforme o padrão global de mensuração de emissões de gases do efeito estufa (GEE).
A certificação reforça a credibilidade do BOCOM BBM na gestão e no reporte de suas emissões, atestando nosso compromisso com práticas sustentáveis e alinhadas aos mais altos padrões de governança. Seguimos trabalhando continuamente nesse projeto.
Desde 2022, o BOCOM BBM tem compensado integralmente suas emissões por meio da aquisição de créditos de carbono, tornando-se neutro em emissões de carbono.
Os créditos são provenientes do Complexo Eólico Serra Pará (no Rio Grande do Norte), certificado pelo Mecanismo de Desenvolvimento Limpo da ONU. A iniciativa contou com o apoio da Prefeitura do Rio de Janeiro por meio do Programa ISS Neutro, que incentiva empresas a adotarem práticas de compensação de emissões de gases do efeito estufa.
Formação de desenvolvedores
Continuamos apoiando a 42 Rio, escola gratuita de formação de desenvolvedores no Rio de Janeiro. Com metodologia diferenciada, baseada na troca de conhecimento entre alunos e ex-alunos, a instituição forma profissionais de qualidade e gera impacto social na região portuária do Rio. Somos parceiros da iniciativa desde a primeira turma.
Fundação Darcy Vargas
A Fundação Darcy Vargas atua há quase 100 anos na promoção educacional e cultural na região da Pequena África (na zona portuária do Rio de Janeiro), atendendo cerca de 200 jovens do Ensino Fundamental II ao Ensino Médio. Em 2025, ampliou sua atuação com o programa Patrimoniará, que ofereceu 90 vagas gratuitas em cursos de cultura afro-brasileira, educação patrimonial e artes. A primeira etapa certificou 30 alunos, e novas turmas estão em andamento.
De Boa na Gamboa
Somos apoiadores do projeto De Boa na Gamboa, da Fundação Darcy Vargas, que atende 250 jovens da região portuária do Rio. A iniciativa promove letramento racial, cultura de paz e inclusão digital por meio de plataforma gamificada, com oficinas sobre diversidade, uso ético da inteligência artificial, pesquisa crítica e criação de jogos.
Educação complementar
Em 2025, apoiamos o projeto Educação Complementar Intensiva (ECI) da ONG CEAP, que oferece educação técnica e humana gratuita para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade. O programa inclui cursos de robótica, computação e tecnologia administrativa, acompanhamento individual por tutores e orientação às famílias, beneficiando mais de mil jovens entre 10 e 14 anos.
Amazônia atlântica
Apoiamos a publicação do livro “Amazônia atlântica”, que valoriza os ecossistemas e o patrimônio cultural do litoral norte brasileiro. A obra contribui para a alfabetização oceânica e para a promoção da preservação ambiental.
Jardins de Mourão no CEBRI
Apoiamos a reforma da nova sede do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI), localizada em área preservada de mata atlântica, no Rio de Janeiro. O espaço contará com esculturas do artista Raul Mourão e promoverá atividades culturais abertas a visitantes.
Conscientização ambiental
Patrocinamos o livro “Luana descobre o jardim”, do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico. O projeto incentiva a conscientização ambiental e a educação científica entre crianças e adolescentes, com atividades educativas e encontros com autores.
Casa Pacheco Leão
Depois de apoiarmos a reforma e reabertura casa Pacheco Leão, um dos prédios históricos mais emblemáticos do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, patrocinamos uma série de exibições abertas ao público. Em 2025, a casa recebeu a exposição “Rota do Chá – Botânica, Cultura e Tradição”. O projeto foi viabilizado por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), do Ministério da Cultura, em parceria com a State Grid Brazil Holding.
Destemidas
Continuamos apoiando o projeto Destemidas, que atende meninas e jovens mulheres do Complexo da Maré, no Rio de Janeiro. A iniciativa visa fortalecer o poder feminino por meio da corrida, promovendo a autoestima e o desenvolvimento pessoal, além de realizar ações de conscientização contra o assédio sexual e a violência doméstica.
Além da Luta
O projeto Além da Luta promove o desenvolvimento físico, emocional e social de crianças e adolescentes atendidos pela ONG Gamboa Ação, por meio de aulas semanais de caratê. Este é o quarto ano consecutivo de apoio à iniciativa, reforçando nosso compromisso com o desenvolvimento social da região portuária do Rio.
Em 2025, avançamos no fortalecimento de nossa cultura institucional baseada no respeito, na valorização das diferenças e na inclusão, desenvolvendo iniciativas fundamentais para evoluirmos ainda mais nesses temas.
Estruturamos nossa agenda de diversidade, equidade e inclusão (DEI) com a criação do Comitê de Diversidade, dos Grupos de Afinidade e a realização do primeiro projeto coletivo: o Tour da Pequena África.
As ações implementadas representam apenas o início de uma jornada contínua. A partir desse marco, novas iniciativas, políticas e formações serão desenvolvidas.
Com isso, reafirmamos nosso compromisso com um ambiente mais justo, plural e acolhedor, fortalecendo valores éticos e construindo relações que refletem a sociedade que queremos promover.
O Comitê foi criado com a missão de orientar estratégias, propor políticas e impulsionar iniciativas relacionadas com nossa agenda de DEI. Suas principais atribuições são:
• Desenvolver estratégias de diversidade e inclusão, com atenção especial à equidade de gênero;
• Monitorar e medir os impactos das ações implementadas;
• Propor políticas e planos de ação que fortaleçam uma cultura inclusiva;
• Deliberar sobre temas relacionados à diversidade, reportando ao Comitê Executivo.
Sua composição inclui profissionais de Sustentabilidade, RH, Crédito, Jurídico, TI e Presidência Executiva. Dessa forma, o Comitê busca representar a pluralidade interna do Banco e garantir que as decisões sobre diversidade sejam tomadas com visão multidisciplinar e transversal.
Em paralelo ao Comitê, foram estruturados os Grupos de Afinidade, que funcionam como espaços seguros de diálogo, aprendizagem e troca entre colaboradores. A iniciativa permite fortalecer o senso de pertencimento e identificar desafios e oportunidades que só emergem pela escuta ativa.
O WE, que iniciou como Comitê de Mulheres, tornou-se um grupo de afinidade que atua em temas relacionados à equidade de gênero, no desenvolvimento de lideranças femininas e na promoção de oportunidades igualitárias.
Esse segundo grupo nasceu para promover debates, fortalecer a representatividade racial e criar espaços seguros para troca, formação e diálogo sobre equidade racial e combate ao racismo estrutural.
Com membros rotativos escolhidos periodicamente, os Grupos de Afinidade garantem a pluralidade de vozes e participação democrática. Além disso, podem participar e contribuir diretamente nas reuniões do Comitê, sempre que necessário.
Para marcar o início das atividades dos Grupos de Afinidade, nossos colaboradores participaram de uma imersão guiada pela Pequena África, região histórica do Rio de Janeiro que preserva parte fundamental da memória afro-brasileira.
A experiência promoveu contato direto com a história e a ancestralidade da população negra, reflexões sobre identidade racial e desigualdade, além de fortalecer o COR como referência na pauta racial.